domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Querer

[Costumam dizer que quando se quer muito uma coisa, ela acontece. Vou limitar-me ao querer]

Enfim...

Resolvi deixar de achar que existe a possibilidade remota de vires a pertencer-me. Limito-me agora aquilo que o destino quis traçar para mim. É melhor assim!
Detesto que me deixem à espera.

Se por eventual acaso vieres até mim...eu trato da nossa felicidade sem te fazer esperar. Prometo.

Sou assim: quero o meu território, o meu porto seguro...se quiseres, sabes onde fica.


segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

SS

É sempre ao chegar ao vale de descanso que me apercebo como estou a viver no país das insignificâncias, onde não se passa rigorosamente nada. Não há motivos para me levantar da cama, nem tão pouco sair de casa. Não há nada na agenda, não há nenhum convite ou evento pendente. Não há ninguém à minha espera, não há quem precise ou queira ver-me. Não há sequer razões para pensar nisto, a não ser a imensidão de vazio em que está a tornar.
Serei eu um ser susceptível à indiferença?
Afinal, estou a um passo de me tornar licenciada e a motivação chega a ser negativa em vez de o limite tender infinitamente para o positivismo!
O que é que se está a passar aqui?
Preciso de uma máquina de rotular e até me consigo imaginar a espalhar etiquetas por todo lado que têm inscrito SS - sem significado.
Não me posso queixar e dizer que a vida não me corre bem, estaria a mentir se o dissesse. Mas porra, este vazio arde-me. Estou a meros pontos de me realizar pessoalmente e não consigo ter vontade ou mesmo fazer um esforço para dar um pulo de alegria. Saberia-me a cinismo e hipocrisia!
Mas que raio! Nada tem o mínimo de sabor a felicidade, nem sequer me chama a atenção. As coisas estão SS.
Serei eu tão minimalista ao ponto de não dar significância ao que é de facto imenso?
Acredito que poderei ser, mas sem exageros, afinal falo aqui da minha vida, toda ela, não apenas uma mera parte. E o futuro? Ora, cá eu não pressinto nada. Dava-me jeito perder agora a consciência durante dois minutos e dezassete segundos, só para ter um vislumbre do que vai acontecer mais adiante [Joking*]. Insanidade total... é a minha patologia. Mas sabes que mais? Não estou absolutamente incomodada com isso e acabei de colocar aqui uma etiqueta SS!

Pergunto-me: o que realmente me preocupa ou incomoda?
Preocupa-me não conseguir sentir "sabores".
Incomoda-me ter sido acusada mais que uma vez e em situações distintas, de não saber o que quero.
Arrepia-me estar a ligar-me demasiado a uma história de fantasia que ao que parece só existe na minha cabeça.
Prejudica-me pensar demasiado no assunto "historinha" a maior parte do meu dia.

Acho que estou a deixar algo fantasioso e demasiado "História de encantar" ocupar todas as minhas vagas de preocupação. Estou a perder tempo com algo com que não posso lidar sozinha. Estou a dedicar-me demasiado a algo que tem 1/100000 de probabilidade de acontecer e 0,001% de chance de vir a sobreviver. No entanto, apesar da realidade desta análise quantitativa, comunico que me estou completamente nas tintas para isso e rotulo-a assim: SS!

Enfim, mesmo só para quando bater no fundo. Entretanto dedico-me a viver no nada. Parva como eu, ninguém!

[* flash forward]

sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Afinal, 2010

Descobri que gosto de palavras acabadas em "ões".
Por isso que este ano seja o ano das realizações, emoções e mail mil palavras boas a rimar com limões.

Do Presente para o Futuro, tudo para que seja Mais-Que-Perfeito.
2010...quero acreditar que vai ser O Ano.

Felicidades*

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

A letra D

Enquanto me debatia com os nós que trago na mente, no coração e na alma, apercebi-me que as palavras que mais temo começam por "D".

Decidir/Decisão: é algo que me assusta, porque significa mudança furtiva e que por vezes pode não ser a mais acertada.

Defeito: a imperfeição em mim patente e que me estão constantemente a deitar à cara.
Defesa: por sentir falta dela.
Defrontar: porque por vezes não consigo.
Deixar: porque já senti vezes demais na pele.
Depois: o "mais tarde" assusta-me.
Deprimir: detesto e acontece tantas vezes, por tudo e por nada.
Derradeiro: porque se aproxima o final.
Desabafo: implica falar demais sem nunca dizer o que realmente se sente.
Desabituar: custa muito.
Desamor/Desapego: indiferença total.
Desaparecer/Despedida: vou sentir saudades.
Desconfiança/Duvidar: não suporto e magoa-me.
Desculpa: não consigo dizê-lo.
Deserto: solidão
Desprezo: está óbvia
Desvalorizar: é triste.
Discutir: porque vou dizer as piores coisas do mundo.
Disfarçar: detesto "esconder" seja o que for.
Distância: mói-me o espírito e a vontade indomável de alcançar.
Doença

No entanto, existe aquele rol de palavras que me afectam, que tenho medo de pronunciar e principalmente medo de sentir na pele mais umas contas vezes.
[Desgosto.Desilusão.Desistência.Dissabor.Dor]

sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

" O apego é o preço do afecto, já o disse tantas vezes, repeti-lo nunca me soa redundante. Há momentos em que todos sonhamos com uma outra espécie de amor, livre e leve, mas todos sabemos que não são essas as premissas do verdadeiro amor. Somos todos prisioneiros de um sonho ou de uma realidade, no fundo, nunca somos livres.

É provável que tenha germinado aí a minha propensão apocalíptica para amores impossíveis. Cada vez que me apaixonava era por um rapaz que vivia noutro país ou que não gostava o suficiente de mim para me fazer feliz, ou ambas as coisas. Tornou-se essa a minha trágica expertie, ludibriar a viabilidade do amor, transformando-o intangível na realidade, reduzindo-o ao seu poder inspirador para sonhos e escritos, que são afinal a mesma coisa."
MRP

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Precisa-se...

... sei que me apetecem coisas bonitas para curar esta tristeza que me assola sem rei nem roque, só com bilhete de vinda. Apetece-me alegria e cor, para mudar o que tem sido isto. Pois sinto-me doente, fragilizada, inconsciente do tempo e dos momentos. Preciso de mais um motivo de "vida", que os que tenho já não me chegam. Coisas bonitas, que por mais simples que sejam, tocam bem lá dentro e nos façam sentir diferentes e cheios de nós próprios, cheios de vida. Felizes.

Preciso que me preencham. Sou vil e vã, oca e sem sentido.
Sou eu, mas já não me chega.
Um motivo, uma coisa bonita precisa-se.